quinta-feira, 23 de março de 2017

Terceirização: Adeus CLT (Por Thiago Muniz)

"A mãe dos pecados capitais é a vaidade. "
(Mano Brown)

Se você nos dias de hoje está empregado de carteira assinada dentro de uma empresa que paga o seu salário em dia, sinta-se um privilegiado, pois isso vai acabar em breve.

A Câmara dos Deputados aprovou, na noite desta quarta (22), o projeto que permite terceirizar todas as atividades de uma empresa. O projeto aprovado levará a um comprometimento significativo dos direitos trabalhistas, com perda de massa salarial e de segurança para o trabalhador. Situações que hoje oprimem certas categorias podem ser universalizadas e o Judiciário não terá condições de processar e julgar todas as ações trabalhistas.

No setor público, a terceirização das atividades-fins permitirá que milhares de prefeitos, vereadores e empresas públicas dispensem a realização de concursos públicos e passem a contratar firmas terceiras para prestar serviços ao “poder público”. Ou seja, a aprovação da terceirização na Câmara dos Deputados como querem Maia e Temer vai instalar a festa dos amigos, apaniguados e comparsas do “governante de plantão”, aumentando em muito a corrupção no Brasil. Imagina a quantidade de vereadores e amigos de prefeitos que vão montar uma firma para fornecer serviços e mão-de-obra para as prefeituras. A terceirização sem limites vai, ainda, precarizar o atendimento à população usuária do serviço público.

No setor privado significa o fim de direitos às férias, décimo terceiro, descanso semanal remunerado, aposentadoria e diversas conquistas da Convenção ou Acordo Coletivo. Além disso, esses trabalhadores teriam sua capacidade de organização sindical esvaziada completamente, além do aumento significativo da rotatividade no emprego, da maior exposição a riscos de acidentes e mortes no trabalho.

Esta notícia é para você, caro amigo trabalhador, cara amiga trabalhadora, que abraçou patos amarelos vestindo a camisa da CBF, chamando-os de amigos, e acreditou no conto de que basta derrubar uma péssima presidente e um governo incompetente para o Brasil virar um lugar com rios de onde fluem leite e mel, cheio de unicórnios fofinhos e potes de ouro no final de arco-íris.

Mas também é para você, caro amigo trabalhador, cara amiga trabalhadora, que fica sonhando apenas em devolver seu grande líder ao Palácio do Planalto em 2018 e se esquece que, até lá, os direitos trabalhistas serão uma vaga lembrança.

Um tempo atrás, durante um rega-bofe com a nata do empresariado, em São Paulo, o ministro-chefe da Casa Civil Eliseu Padilha foi ovacionado ao defender que o país precisa "caminhar no rumo da terceirização", mostrando como o governo aprovaria a lei no Congresso.

Pergunta: Por que os empresários bateram palmas? Porque poderão economizar demitindo empregados contratados conforme regime CLT e terceirizar, seja com profissionais que possuem suas próprias empresas individuais e não contam com os mesmos direitos, apesar de baterem ponto todos os dias (os chamados PJs), seja com cooperativas ou empresas menores que, não raro, contratam trabalhadores de forma precária e sem os mesmos direitos.

Mas tudo bem! O importante é que, agora, ninguém segura esse Brasil, não é mesmo? Afinal de contas, todos têm que dar o seu quinhão de sacrifício em nome do crescimento do país e você está preparado para abrir mão da dignidade (conquistada com base em sangue e lágrimas por gerações antes de você) para que setores do empresariado nacional e internacional não precisem passar por atrocidades como taxação de seus lucros e dividendos. Pois você é do tipo que concorda que primeiro temos que fazer o bolo crescer para depois dividi-lo.

Mas, olha, sugiro que pegue uma senha. Porque tem trabalhador que deu o lombo para a última ditadura promover seu "milagre econômico" e está na fila até hoje pelo seu pedaço. Só que, até agora, recebeu migalhas.

O Congresso Nacional deveria debater como garantir aos trabalhadores já terceirizados os mesmos direitos e condições estabelecidas aos trabalhadores diretamente contratados. Ao contrário, querem é generalizar a precarização para todo o povo brasileiro. Ao invés de vedar a prática da locação, o projeto legaliza as práticas fraudulentas de contratação, para garantir segurança jurídica para as empresas e governos transferir responsabilidades legais, aumentar a precarização e violar os princípios constitucionais da dignidade da pessoa humana, da valorização social do trabalho e do não retrocesso social.

O avanço da terceirização trará, também, consequências graves para a economia brasileira como aumento do desemprego, redução da massa salarial e do consumo, redução da arrecadação do tesouro e demais fundos públicos, aumento das desigualdades sociais e barbarização das relações trabalho. Ao contrário do que alardeia a mídia, a terceirização gera desemprego, pois o trabalhador terceirizado trabalha mais horas que um funcionário direto. Por outro lado, uma empresa não vai contratar um funcionário para trabalhar o mês inteiro se puder “contratar” como pessoa jurídica (PJ) alguém que só vai trabalhar nos momentos de pico.

No médio prazo, isso tende a rebaixar salários médios em todos os setores. Estudo do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) apontou que, em média um trabalhador terceirizado trabalha três horas a mais por semana e ganha 27% menos que um empregado direto.

Enfim, nada disso importa.

O que importa é vocês seguirem direitinho a frase de Michel Temer: "Não fale em crise, trabalhe".
































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Thiago Muniz é colunista do blog "O Contemporâneo", dos sites Panorama TricolorEliane de Lacerdablog do Drummond e Mundial News FM. Apaixonado por literatura e amante de Biografias. Caso queiram entrar em contato com ele, basta mandarem um e-mail para: thwrestler@gmail.com. Siga o perfil no Twitter em @thwrestler.




domingo, 19 de março de 2017

Jornal O Dia, ¿Por qué no te callas? (Por Thiago Muniz)

"O que está acontecendo no Brasil pode culminar no triunfo da aliança entre setores do judiciário e empresas religiosas neo pentecostais que nos levarão, se o projeto dessa turma funcionar, a um contexto em que os três poderes estarão articulados para colocar em prática o projeto do "Brasil, pátria do evangelho"; que mais se parecerá uma cleptocracia cruzadística..."
(Luiz Antônio Simas)

O jornalista Caio Barbosa foi demitido do jornal O Dia por exigência do prefeito do Rio, bispo Marcelo Crivella, feita diretamente ao dono do jornal.

A exigência de demissão foi feita após o jornalista publicar matéria denunciando a situação dos postos de saúde do município frente à campanha contra a febre amarela.

Ao perseguir jornalistas, o bispo Crivella revela sua intolerância à crítica e sua incapacidade de se relacionar com a liberdade de imprensa.

A liberdade de imprensa nesta colõnia chamada Brasil são só para a grande mídia oligárquica, que mandam e desmandam na sociedade. Democratização e independência são cerceadas e vão agonizando.

Temos que nos mobilizar urgentemente para produzir uma vacina contra o arbítrio do poder político em nosso país, democratizando os meios de comunicação.

O colega Caio Barbosa, um dos últimos repórteres de verdade das arrasadas redações cariocas e autor da coluna de bares do jornal, que ultimamente vinha me servindo de inspiração, referência e motivo de orgulho, foi demitido do jornal, a pedido do prefeito da cidade. O motivo, ter escrito uma matéria em que expunha, com sobriedade e imparcialidade, o medo da população com relação à febre amarela. Mas o bispo não gostou... Lamentar a covardia do "empresário dono de jornal" que acatou o pedido é chover no molhado. Absolutamente revoltante, contudo, é constatar que esse "prefeito" revela-se um homem público de estatura tão baixa que nem nos nossos piores pesadelos poderíamos prever. Com esse bispo sentado no Piranhão, os próximos quatro anos na nossa cidade vão ser de coroar o capeta.

A gente sabe que a mídia corporativa sempre precisou rezar a cartilha do poder público e que, no caso da grande emissora, ela é o quarto poder, mas eles perderam completamente a inibição. Não é mais segredo pra ninguém. Cuidar das pessoas é o cacete.

Lamentável. Não é a primeira e nem será a última. É assim em todos os setores profissionais. O beneficiado hoje será o esquecido de amanhã. É uma roda. Seguir no caminho correto é fundamental e através das pequenas coisas ir tentando mudar o que está por aí. Nunca foi e nem será fácil. São mais derrotas que vitórias. Importante é saber que todas conquistas são fundamentais e que nenhuma derrota deve tirar sua vontade de querer mais e mais. Se for para perder que seja lutando, não desistindo e mesmo caindo ter força para levantar e enfrentar novamente. Tenho certeza que quem sigo e acredito não vai desistir NUNCA.

Jornal O Dia, ¿Por qué no te callas?















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sábado, 18 de março de 2017

Carne podre pra debaixo do tapete (Por Thiago Muniz)

"Se o povo soubesse como são feitas as reformas, provaria que o mais podre dos frigoríficos flagrados na Operação Carne Fraca é bem mais limpinho que o Congresso a essa altura." (Xico Sá)

Quer dizer, carne podre para a população pode, o que não pode é revelar os podres.

A luta pelo mercado de bois, frangos e suínos é uma duríssima peleja internacional, em que leis sanitárias são usadas amplamente como barreiras políticas.

Só um país decadente, com um governo de lacaios, mídia irresponsável e forças armadas à Pôncio Pilatos, permite que um grupelho de meganhas faça um estrago desses.

Carne vencida, armazenada em temperaturas inadequadas, sem inspeção e com uso de produtos cancerígenos em doses altas, reembalagem de produtos vencidos ou em excesso com objetivo de ocultar as características que deveriam impedir o consumo, e papelão misturado com frango. Essa é a conclusão a que chegou a investigação de quase dois anos da Polícia Federal. Na mira estão gigantes do setor de carnes no país, como a BRF Brasil, dona das marcas Sadia e Perdigão, e a JBS, dona da Friboi, Seara e Swift, entre outras marcas.

Mesmo quando parecem de natureza distinta, os escândalos que chocam os brasileiros todos os dias têm o mesmo fio condutor: a impunidade. É nessa chocadeira que fermenta a corrupção. O produtor que adiciona soda cáustica ou formol ao leite azedo para dar-lhe uma sobrevida tem a mesma raiz do dono do frigorífico que vende carne podre maquiada para parecer normal, do fiscal que fecha os olhos para a fraude, do político que aceita propina, do empresário que paga, do sonegador que tenta enganar o fisco. Todos acham que corruptos são os outros.

Na ânsia do lucro fácil, os inescrupulosos colocaram por terra a credibilidade de um setor que movimenta bilhões de reais no país. Além de alarmar o consumidor do mercado interno, a fraude pode fazer o Brasil perder posições conquistadas nos últimos anos no mercado internacional. Ainda que os controles sejam mais rígidos na exportação, porque o comprador internacional fiscaliza, quem vai querer comprar carne brasileira sabendo que os maiores frigoríficos burlam as regras sanitárias em aliança com fiscais corruptos?

Temos que valorizar o que temos de melhor, isso é que é pirotecnia, essa forma destrambelhada de resolver mas acabar ainda mais com a nossa imagem e com uma base de sustentabilidade da nossa economia, que qualquer técnico agrícola deve saber disso, são milhões de empregos em jogo e toda uma cadeia produtiva de um país.

Em breve surgirá a Pecuária Orgânica: sem nitrito, papelão e propinas.

"O que é maior? O orgulho de ser o maior exportador mundial de carnes ou a vergonha de ser o país que mais mata animais no mundo?" (Nelson Motta em O Globo)
































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sexta-feira, 17 de março de 2017

A face do direitista envergonhado (Por Thiago Muniz)

Existe uma fissura na direita brasileira que está aparecendo: Os direitistas iludidos X os direitistas canalhas.

Os direitistas iludidos, são aqueles que - de boa fé, mas com péssimas fontes de informação - acabaram verdadeiramente pensando que o caminho certo era o impeachment e que isso resolveria o os problemas do Brasil. Para os direitistas iludidos a ficha está começando a cair e a vergonha é muito grande que assola em suas vidas.

O segundo grupo é o que produziu as notícias para aliciar os primeiros. São os políticos calhordas e a nova geração de calhordinhas que está entrando na esteira da "calhordocracia" que está instalada no Brasil desde as capitanias Hereditárias.

Outro componente que ajuda a explicar a vergonha de ser de direita é a culpa, afinal, o Brasil é um país desigual e capitalizar sobre esta desigualdade é a especialidade de alguns políticos. Hoje, o investimento dos pais na educação dos filhos é algo que o Estado busca punir, por exemplo. Se não consegue melhorar a educação pública, se esforça para reduzir as oportunidades dos filhinhos de papai. E os filhinhos de papai se sentem culpados.

A direita tem um grande e poderoso aparato de convencimento que inclui os meios de comunicação de massa que, desinformam e omitem tudo que não lhes é conveniente e informam aquilo que convém à elite. Grande parte das pessoas não é culta e politizada o suficiente para entender que os grandes canais de TV, jornais e revistas agem como partidos políticos com a intenção de defender os interesses econômicos e políticos da classe social à qual pertencem e da qual desejam ter o seu representante a conduzir os destinos do país. O comodismo da classe trabalhadora é outro fator que constitui grande obstáculo para o avanço das ideologias de esquerda de forma tal que Lênin afirmou ser a classe proletária portadora de vocação reformista e não revolucionária, sendo dessa forma necessária uma vanguarda revolucionária, ou seja, um grupo de intelectuais para conduzir os trabalhadores no rumo da revolução.

Em tempos normais, quando o sujeito diz que não existe nem direita, nem esquerda, que tudo isso deixou de fazer sentido depois da queda do muro de Berlim, e que não se prende a rótulos, blábláblá, todos nós sabemos: ele é de direita, mas está com vergonha de dizer.

Em tempos de eleições, é a mesma coisa, mas a pessoa inova.

Quando a gente pergunta em quem ela vai votar, se sai com essa: "o voto é secreto".

Mas a vergonha continua pública.















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quarta-feira, 15 de março de 2017

Reforma da Previdência é CRIME (Por Thiago Muniz)

Todos os governos que foram eleitos após a redemocratização tentaram reformar a Previdência Social com a alegação de que ela é deficitária e a qualquer momento pode explodir. O atual, tendo à frente, Michel Temer, vem agora como uma avalanche a atacar os direitos dos aposentados e dos trabalhadores. A proposta de emenda à Constituição (PEC 387/2016) tramita na Câmara dos Deputados e já recebeu parecer favorável na Comissão de Constituição e Justiça.

Há dois objetivos nesta reforma. Primeiro é o da retirada de direitos dos trabalhadores, enrijecendo as regras para a concessão de aposentadorias, aumentando a idade mínima para 65 anos, desvinculando a correção dos benefícios previdenciários do salário-mínimo e do crescimento do PIB. A reforma vai prejudicar a todos os aposentados, os trabalhadores da ativa e aqueles que se preparam para entrar no mercado de trabalho. O segundo objetivo é para beneficiar o sistema financeiro e os bancos. A estratégia é desmoralizar a previdência pública brasileira para fortalecer a previdência privada.

É óbvio que precisamos de uma reforma, mas não essa que ferra os pobres e ironicamente os paneleiros.

Será que não perceberam ainda que nunca conseguirão se aposentar, pois o mercado de trabalho descarta a maioria após os 50 anos de idade? E isso ocorre não apenas com trabalhadores de baixa qualificação. E os mais pobres que começaram aos 14 anos: um trabalhador braçal vai aguentar até os 65 anos? E quem vai conseguir trabalhar 49 anos pra ter aposentadoria integral do INSS? Mulheres se aposentando com a idade dos homens e perdendo parte das pensões?

E tudo isso junto com o fim da CLT e a implantação da terceirização irrestrita que tendem a precarizar o mercado de trabalho ainda mais. Temos primeiro que acabar com os privilégios dos parlamentares, do judiciário, do legislativo e dos políticos com suas aposentadorias vitalícias de marajás.

Temos que baixar essa taxa de juros insana que consome muito mais do Orçamento Federal que o "déficit" da previdência, que na verdade inexiste se o governo apertasse a cobrança dos sonegadores e parasse de tirar recursos da Seguridade Social pra tapar buracos do Tesouro, como o gasto absurdo com os juros decorrente da mais alta taxa do planeta em plena recessão, onde a inflação só caiu por conta da crise.

Mas quem apoia tudo isso pode demonstrar o seu apoio e passar hoje no RH e na agência da Previdência mais próxima e abrir mão de todos os direitos agora. Topam?

Atualmente, temos 9 pessoas economicamente ativas que trabalham pra que cada idoso consiga receber sua aposentadoria. A questão é que essa Previdência estatal obrigatória é uma pirâmide financeira que está desabando, é uma enganação, é uma imposição fracassada e um péssimo negócio para seus beneficiários que terão que trabalhar cada vez mais tempo para receber uma "esmola" cada vez menor.

Se faltar grana para pagar a aposentadoria dos que construíram esse país que tirem do orçamento como fazem para pagar as mordomias dos políticos e os roubos absurdos que eles fazem. A incompetência, a disputa do poder pelo poder, a ganância da corrupção, a falta de vergonha na cara de quem governa, independentemente de partido político, a apropriação do Estado por grupos como fosse um bem privado, leva, sem dúvida alguma, qualquer país do mundo ao fundo do poço.

Com essa onda improdutiva, estou pessimista. A maré está contra o Brasil. Há grandes chances da Reforma da Previdência acontecer e os escândalos políticos terminarem em pizza. Muito triste com esse retrocesso agudo no país.

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Para refletir:

Retweeted Ana Vilarino (@AnaVilarino1):

Mídia noticiando q a greve tá atrapalhando vc chegar no trabalho? Se a ref. da previdência passar vc vai ter a velhice inteira pra trabalhar










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terça-feira, 14 de março de 2017

Goleiro Bruno: Onde o crime compensa (Por Thiago Muniz)

O goleiro Bruno está preso desde 2010, acusado de envolvimento no assassinato de Eliza Samudio. Ele foi condenado em 2013 a 22 anos e 3 meses de prisão, em regime fechado, por homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver contra a ex-amante, além de sequestro e cárcere privado do filho que ele teve com Eliza. O jogador recorreu da decisão e estava preso por decisão de primeira instância há quase 7 anos.

As coisas podem sempre mudar na vida. Às vezes, mudanças são radicais. No mundo do futebol, nenhuma reviravolta foi tão brutal quanto a que ocorreu com Bruno. De ídolo do Flamengo a presidiário, o mineiro polêmico hoje é figura esquecida do mundo do futebol e enfrenta todos como se o passado tivesse sido apagado.

Bruno é a perfeita caracterização da personagem de Franz Kafka, em edição revista e ampliada. Quando Bruno Souza despertou, certa manhã, de um sonho agitado, viu que se transformara, durante o sono, numa espécie monstruosa de inseto.

Fico chocado lendo as pessoas enviando mensagens de apoio ou justificando que existem pessoas piores soltas. Me pergunto, porque será que o Brasil é tão impune? Será que a sociedade não é conivente? Ficam aplaudindo situações brutais como essa.

Gente que defende assassino, vota em ladrão, defende criminosos, pratica pequenas fraudes todos os dias até aparecer oportunidade para praticar um golpe grande... Esperar o que de um povo com esse comportamento? Esperar o que de um país que tolera esse tipo de gente?

Para termos uma idéia da magnitude da atrocidade que ele cometeu, se este mesmo crime tivesse sido feito nos Estados Unidos, dependendo do Estado já seria passivo de pena de morte, aguardando o dia da sua execução, e refletindo sobre aquilo que fêz.

Brasil o país da impunidade, mais um assassino solto. Uma vergonha. Clube que acolhe assassino é a favor de bandido.

Legalmente, nada a reparar na contratação do goleiro Bruno, não há o que se discutir. O que a gente está discutindo é o tipo de ressocialização do indivíduo. Então o Bruno, que há sete anos foi mandante de um assassinato brutal, premeditado, chocante, odioso, vai aparecer agora em rede nacional sendo herói de uma defesa, dando entrevista por ser melhor em campo.

Aposto que as crianças de Varginha olham para o time e se espelham nos jogadores, querem ser o lateral-direito, o goleiro, o volante, o centroavante... Jogador de futebol no Brasil, bem sucedido, é exemplo para outras pessoas. Será que é interessante que o goleiro Bruno seja um exemplo para as pessoas?

A liberação do goleiro Bruno pela Justiça e sua contratação pelo Boa Esporte Clube, da cidade mineira de Varginha, reabriram uma ferida transmitida em rede nacional por longos meses. Penso que este seja mais um caso representativo de como estamos lidando de modo passional e imediatista com diversos fenômenos de ordem social e política. 

Vimos isso com relação ao cinema, por exemplo, quando a direção e a equipe do filme Aquarius fizeram uma manifestação em Cannes e foram hostilizadas por uns e endeuzadas por outros. Estamos vivendo isso fortemente no campo político, sobretudo com o reavivamento de manifestações fascistas, as quais se espalham para diversos outros campos, como as críticas aos direitos da população negra, de LGBTs, de mulheres, etc. 

E o “caso Bruno” é emblemático para alimentar as mais diversas facetas do punitivismo que caracteriza nosso modo de lidar com o crime e com a responsabilização das pessoas que os cometem.

O New York Post, dos Estados Unidos, deu o título de “Goleiro que matou ex e alimentou cachorro, assina com novo clube”. O tabloide Daily Mail, da Inglaterra, foi pelo mesmo caminho, afirmando que “goleiro que ordenou o assassinato de sua namorada, antes de alimentar seu rottweiler com o corpo, assina com novo clube após cumprir pena por apenas sete anos”.

Ainda dá tempo do Boa Esporte reparar o dano moral que fez.

E para o goleiro Bruno, uma pergunta em que ele não teve coragem de responder: Você acha que é um bom exemplo para um pai levar uma criança a um estádio para te aplaudir?































Esta foto de Marcos Alves em O Globo não precisa de legenda, explicação ou tese. É o retrato do Brasil ignorante, acrítico e boçal, assim transformado pela deletéria ação da mass-media. E assim vamos nós, a caminho da barbárie.







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segunda-feira, 13 de março de 2017

Iansã: a senhora das tempestades (Por Thiago Muniz)

Orixá guerreira, Oyá esposa amada de Xangô, recebe dele o título de Iansã que faz referência ao entardecer, que pode ser traduzido como “a mãe do céu rosado” ou a “mãe do entardecer” portanto o rosa é a de Iansã cor por excelência.

Ela costuma ser saudada após os trovões, não pelo raio em si (propriedade de Xangô ao qual ela costuma ter acesso), mas principalmente porque Iansã é uma das mais apaixonadas amantes de Xangô, e o senhor da justiça não atingiria quem se lembrasse do nome da amada. Ao mesmo tempo, ela é a senhora do vento e, conseqüentemente, da tempestade.

Sempre guarda boa distância das outras personagens femininas centrais da Umbanda, e se aproxima mais dos terrenos consagrados tradicionalmente ao homem, pois está presente tanto nos campos de batalha, onde se resolvem as grandes lutas, como nos caminhos cheios de risco e de aventura – enfim, está sempre longe do lar; Iansã não gosta dos afazeres domésticos.

Extremamente sensual, apaixona-se com freqüência e a multiplicidade de parceiros é uma constante em suas lendas, raramente ao mesmo tempo, já que Iansã costuma ser íntegra em suas paixões; assim nada nela é medíocre, regular, discreto, suas zangas são terríveis, seus arrependimentos dramáticos, seus triunfos são decisivos em qualquer tema, e não quer saber de mais nada, não sendo dada a picuinhas, pequenas traições. Iansã é o orixá do arrebatamento, da paixão.

O filho de Iansã é conhecidos por seu temperamento explosivo. Está sempre chamando a atenção por ser inquieto e extrovertido. Sempre a sua palavra é que vale e gosta de impor aos outros a sua vontade. Não admite ser contrariado, pouco importando se tem ou não razão, pois não gosta de dialogar.

Em estado normal é muito alegre e decidido. Questionado torna-se violento, partindo para a agressão, com berros, gritos e choro.

Tem um prazer enorme em contrariar todo tipo de preconceito. Passa por cima de tudo que está fazendo na vida, quando fica tentado por uma aventura.

Em seus gestos demonstra o momento que está passando, não conseguindo disfarçar a alegria ou a tristeza. Não tem medo de nada. Enfrenta qualquer situação de peito aberto. É leal e objetivo.

Sua grande qualidade, a garra, e seu grande defeito, a impensada franqueza, o que lhe prejudica o convívio social.

Iansã é a mulher guerreira que, em vez de ficar no lar, vai à guerra. São assim os filhos de Iansã, que preferem as batalhas grandes e dramáticas ao cotidiano repetitivo.

Costumam ver guerra em tudo, sendo portanto competitivos, agressivos e dados a ataques de cólera. Ao contrário, porém, da busca de certa estratégia militar, que faz parte da maneira de ser dos filhos de Ogum, os filhos de Iansã costumam ser mais individualistas, achando que com a coragem e a disposição para a batalha, vencerão todos os problemas.

O arquétipo de Iansã Orixá

São fortemente influenciados pelo arquétipo da deusa aquelas figuras que repentinamente mudam todo o rumo da sua vida por um amor ou por um ideal. Talvez uma súbita conversão religiosa, fazendo com que a pessoa mude completamente de código de valores morais e até de eixo base de sua vida, pode acontecer com os filhos de Iansã num dado momento de sua vida.

Da mesma forma que o filho de Iansã revirou sua vida uma vez de pernas para o ar, poderá novamente chegar à conclusão de que estava enganado e, algum tempo depois, fazer mais uma alteração – tão ou mais radical ainda que a anterior.

São de Iansã, aquelas pessoas que podem ter um desastroso ataque de cólera no meio de uma festa, num acontecimento social, na casa de um amigo – e, o que é mais desconcertante, momentos após extravasar uma irreprimível felicidade, fazer questão de mostrar, à todos, aspectos particulares de sua vida.

Os filhos de Iansã orixá são atirados, extrovertidos e chocantemente diretos. Às vezes tentam ser maquiavélicos ou sutis, mas, a longo prazo, um filho de Iansã sempre acaba mostrando cabalmente quais seus objetivos e pretensões.

Aqueles que já consultaram o Jogo de Búzios e sabem que são filhos de Iansã tem porte poderoso, costumam ter temperamento indomável, diretos nas palavras e exagerados em tudo aquilo que lhes pareça importante. Competitivos, difíceis de lidar e intensos em suas paixões.

O nome Oyá significa “raio” e como um raio que corta os céus, o rio Níger atravessa o continente africano como se o rasgasse ao meio, e foi só após se unir a Xangô. O nome Iansã é um título que Oyá recebeu de Xangô. Esse título faz referência ao entardecer, Iansã pode ser traduzido como a mãe do céu rosado ou a mãe do entardecer.

Apesar da associação com o rio, Iansã quase nada tem a ver com o domínio das águas. Seu símbolo, como o de Ogum, é a espada, a guerra. De tão impulsivos e explosivos os que têm Iansã como orixá de cabeça podem significar perigosos relacionamentos amorosos para os incautos. Muito apaixonados e exigentes no amor, os filhos de Iansã são implacáveis como a tempestade!

Às vezes pode ser contraditório ou injusto o que fala ou faz um filho de Iansã. A própria divindade que tem como símbolo o rio é representada também, e principalmente, pelo fogo que o raio gera ao cair sobre a terra, ao mesmo tempo que é feminina e usa as cores rosa e vermelho, usa-as em tons de sangue, ferro e terra para se representar é, também, ativa e independente, ressaltando as características que se aproximam dos comportamentos mais masculinos na sociedade.

Vida Sexual dos filhos de Iansã Orixá

Têm uma tendência a desenvolver vida sexual muito irregular, pontilhada por súbitas paixões, que começam de repente e podem terminar mais inesperadamente ainda. Se mostram incapazes de perdoar qualquer traição – que não a que ele mesmo faz contra o ser amado.

Enfim, seu temperamento sensual e voluptuoso pode levá-las a aventuras amorosas extraconjugais múltiplas e freqüentes, sem reserva nem decência, o que não as impede de continuarem muito ciumentas dos seus maridos, por elas mesmas enganados. Mas quando estão amando verdadeiramente são dedicadas a uma pessoa são extremamente companheiras.

Todas essas características criam uma grande dificuldade de relacionamentos duradouros com os filhos de Yansã. Se por um lado são alegres e expansivos, por outro, podem ser muito violentos quando contrariados; se têm a tendência para a franqueza e para o estilo direto, também não podem ser considerados confiáveis, pois fatos menores provocam reações enormes e, quando possessos, não há ética que segure os filhos de Iansã, dispostos a destruir tudo com seu vento forte e arrasador.

Ao mesmo tempo, costumam ser amigos fiéis para os poucos escolhidos para seu círculo mais íntimo.

Sincretismo Religioso e a Oração a Santa Bárbara

Yansã, ou Oyá, é um orixá cuja figura, no Brasil, é sincretizada com “Santa Bárbara”, santa da igreja católica.

ORAÇÃO:

“Santa Bárbara, que sois mais forte que as torres das fortalezas e a violência dos furacões, fazei que os raios não me atinjam, os trovões não me assustem e o troar dos canhões não me abalem a coragem e a bravura.

Ficai sempre ao meu lado para que possa enfrentar de fronte erguida e rosto sereno todas as tempestades e batalhas de minha vida, para que, vencedor de todas as lutas, com a consciência do dever cumprido, possa agradecer a vós, minha protetora, e render graças a Deus, criador do céu, da terra e da natureza: este Deus que tem poder de dominar o furor das tempestades e abrandar a crueldade das guerras.

Por Cristo, nosso Senhor. Amém.”

Culto a Iansã Orixá

Dia: quarta-feira
Cores: marrom, vermelho e rosa
Símbolos: espada, eruexin, chifre de boi
Elementos: ar em movimento, fogo
Domínios: babuzal, tempestades, ventanias, raios, morte
Saudação: Epahei Oyá! (pronuncia-se: eparrei oiá!)
Fio de contas: Coral (marrom, bordô, vermelho, amarelo)
Incompatibilidades: rato, abóbora
Número: 9
Animais: cabra, coruja




































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sexta-feira, 3 de março de 2017

Devolvam o Maracanã ao povo (Por Thiago Muniz)

Domingo, eu vou ao Maracanã
Vou torcer pro time que sou fã,
Vou levar foguetes e bandeira
Não vai ser de brincadeira,
Ele vai ser campeão

Não quero cadeira numerada,
Vou ficar na arquibancada
Prá sentir mais emoção

Porque meu time bota pra ferver,
E o nome dele são vocês que vão dizer
Porque meu time bota pra ferver,
E o nome dele são vocês que vão dizer

(Ô, ô, ô )
Ô, ô, ô, ô, ô, ô, ô, ô, ô, ô, ô, ô!
Ô, ô, ô, ô, ô, ô, ô, ô, ô, ô, ô, ô!

(Neguinho da Beija-Flor)

Fico abismado com o descaso das autoridades públicas com relação ao estádio que por décadas foi considerado o maior do mundo: o Maracanã. Há um jogo de "empurra-empurra" entre empresa delatora Odebrecht e o falido governo do estado do Rio de Janeiro, arruínam o estádio cuja reforma custou R$ 1,2 bilhão.

O que acontece com o Maracanã, uma briga entre Odebrecht, governo do estado (isso ainda existe?) e o Comitê da Rio 2016 é o retrato da incompetência e desonestidade que, nos últimos tempos, tomaram conta dos poderes públicos brasileiros. Uma lástima.

O Maracanã sempre foi visto como o principal palco do futebol brasileiro, a casa da seleção brasileira, que é um dos maiores produtos de exportação do país. A gente enchia a boca para dizer que era o maior estádio do mundo. Mas essas reformas controversas o tornaram um estádio igual aos outros. Até a marquise de concreto, que era tombada pelo Patrimônio Histórico, foi retirada.

O atual problema do Maracanã começou com a decisão de se fazer uma reforma que destruiu completamente o antigo estádio, marco arquitetônico e histórico, e criou um novo dentro dele. A verba que foi gasta era suficiente para se ter construído outra arena e deixado o Maracanã intacto, do jeito que era.

O ex-governador fluminense Sérgio Cabral concedeu a administração do estádio ao consórcio formado pela construtora Odebrecht, pela empresa americana de entretenimento AEG e pela IMX, o braço que Eike Batista montou para explorar os mercados do esporte e do entretenimento. O contrato assinado no início de 2013 tinha de durar 35 anos. Por motivos diferentes, cada parte envolvida abandonou a responsabilidade nos anos seguintes. Cabral está preso por envolvimento num esquema de corrupção desbaratado pela Operação Lava Jato. A mesma operação policial colocou no xilindró Marcelo Odebrecht, presidente da construtora. A fortuna de Eike evaporou depois que o mercado notou que ele prometeu muito mais do que conseguiria cumprir, e a IMX foi vendida. Saiu do consórcio. A AEG continua nele, mas fracassou em todos os estádios nos quais tentou trabalhar no Brasil.

Então quer dizer que o Maracanã passou por reformas milionárias para o Pan de 2007, para a Copa das Confederações de 2013, para a Copa do Mundo de 2014 e para as Olimpíadas de 2016 e, ainda assim, não tem condições de receber jogos?

O Maracanã, referência mundial, constitui o espaço das relações inéditas e, por isso mesmo, é transformado num epifenômeno de outros fenômenos sociais nele observáveis. Nestes deslocamentos, jogador, seleção, juízes, torcida e outros tantos elementos do universo futebolístico, a crônica de futebol "rodrigueana" inscreve-se como mais uma interpretação da cidade.

Da mesma forma e em igual proporção, o estádio assusta pela grandiosidade, pelo êxtase coletivo; atemoriza pela diversidade de tipos que por ele passeiam, pela homogênea impessoalidade da multidão. Percebemos que ali estão depositados modos e comportamentos específicos do futebol, que contrariam o aspecto de passividade que se pode supor: o verbo ―assistir‖, por si só, atribui essa atitude de passividade diante do espetáculo do gramado. No entanto, o verdadeiro show está na plateia, no grito do ambulante, nos enfurecidos das arquibancadas. É nesta mesma multidão que observamos um emaranhado de práticas, companheirismo, afago, disputa, diálogo, conflito, que ultrapassa o modelo de comportamento da massa.

O descaso com o patrimônio é tamanho que nem o busto de cobre de Mário Filho foi poupado. A Polícia Civil registrou o furto de dois bustos (o de Mário e o do general Ângelo Mendes de Morais), de duas televisões e de partes de cobre de mangueiras de incêndio. Faltam segurança, limpeza e manutenção. A grama vem morrendo por passar tempo demais sem receber água num verão forte. O Maraca está sem luz e, com isso, as bombas automáticas de irrigação não funcionam. Apesar da dívida de quase R$ 3 milhões de contas vencidas, a distribuidora de energia Light informa que não cortou o fornecimento para o estádio.

A Odebrecht não quer reassumir o Maracanã, porque isso significa voltar a gastar dinheiro, e adotou a estratégia do “quanto pior, melhor”. Acusa o Comitê Rio-2016 de ter avariado as estruturas durante a Olimpíada e se apoia no termo de cessão, cuja cláusula afirma que o estádio precisa ser devolvido nas exatas condições em que foi entregue.

O futuro do Novo Maracanã, a partir daqui, é uma incógnita. Sabe-se muito sobre seu glorioso passado, que se confunde com a formação não só do futebol brasileiro como uma potência mundial, mas também do Rio como cidade e do Brasil como país. Sua demolição ilegal, escondeu uma teia de arranjos onde meia dúzia optou por enriquecer às custas de dinheiro público. Hoje, vários desses estão presos, foragidos ou na mira da Justiça.

Que o Antigo Maracanã descanse em paz. Que seu equivalente, o Novo Maracanã, belíssimo, consiga chegar perto do gigantismo de seu antecessor. Que sua gestão caia na mão de quem seja, de fato, ligado ao futebol — sem espaço para aventureiros propineiros de ocasião. Que pais e mães consigam construir, a partir da arquibancada, laços eternos de amor entre o futebol e os seus filhos.

Que tenhamos, um dia, uma sociedade evoluída o bastante para jamais permitir que se apague, assim, na base da propina e do arbítrio, o seu próprio passado.

O que é construído com o dinheiro do imposto do cidadão se destina à destruição consentida.

E que, em cada um de nós, o Maracanã viva. Para sempre.











































BIO


Thiago Muniz é colunista do blog "O Contemporâneo", dos sites Panorama TricolorEliane de Lacerdablog do Drummond e Mundial News FM. Apaixonado por literatura e amante de Biografias. Caso queiram entrar em contato com ele, basta mandarem um e-mail para: thwrestler@gmail.com. Siga o perfil no Twitter em @thwrestler.