quinta-feira, 27 de abril de 2017

Greve Geral em favor do Brasil e não dos políticos (Por Thiago Muniz)

"Odeio as vítimas que respeitam seus carrascos.
(Jean Paul Sartre)

A movimentação contra a (anti)reforma trabalhista não é coisa de partidos. É uma luta de todo trabalhador sensato!

As Centrais Sindicais do Brasil convocam a classe trabalhadora a paralisarem suas atividades, fazerem greves, protestos, atos e manifestações no dia 28 de abril contra as propostas de reformas da Previdência e Trabalhista e contra a terceirização aprovada na Câmara dos Deputados. O dia 15 de março foi apenas um ensaio para o dia 28 de abril. Agora, chegou a hora. A classe trabalhadora vai à luta unificada, em todo o País!

Qual escola privada contratará um professor de 70 anos?
Qual empresa de ônibus contratará um motorista de 75 anos?
Qual empreiteira contratará um pedreiro de 80 anos?

As pessoas vão adoecer, serão demitidas e não conseguirão mais emprego, portanto, nunca se aposentarão. E ficarão desempregadas. Os mais afetados serão os trabalhadores da rede privada. Então, parem de dizer que os servidores públicos estão fazendo barulho porque não querem perder privilégios. Apenas, se unam para derrotar um inimigo muito maior.

Não sou só eu. É você, seu filho, seu neto, seu vizinho, seu amigo, seu inimigo. Somos todos.

Por que questionar a greve? Não concorda? Vá trabalhar! Esse movimento representa apenas 96% dá população brasileira que não aprova o atual presidente do Brasil, e nem as suas "prioridades"! Viver pode ser mais simples. O seu direito vai até onde começa o do outro.

3 MOTIVOS PARA CRUZAR OS BRAÇOS.

O governo quer que a gente morra de trabalhar sem se aposentar

O governo diz que a Previdência é deficitária, mas é mentira! Ele manipula os cálculos! Só em 2015 a Previdência Social teve um superávit de, acredite, R$ 11,2 bilhões de reais.

Aumenta idade mínima - Com a reforma da Previdência, homens e mulheres só poderão se aposentar quando tiverem 65 anos de idade. Hoje, há casos em que é possível a mulher se aposentar aos 55 e homens aos 60. Igualando a idade, a mulher trabalhadora será ainda mais prejudicada.

Mais tempo de contribuição - Para um trabalhador ou trabalhadora se aposentar terá de comprovar pelo menos 25 anos de contribuição. Hoje, a exigência é de 15 anos.

49 anos para benefício integral - O que é pior é que só terá direito ao benefício integral quem, com 65 anos, comprovar que também contribuiu 49 anos à Previdência, de forma ininterrupta.

Fim de aposentadorias especiais – Trabalhadores e trabalhadoras rurais, trabalho insalubre e em condições especiais, pessoas com deficiências e aposentadorias por incapacidade serão ferozmente atacadas.

Ataque às pensões - Na proposta do Governo, fica vetado o acúmulo de benefícios. Não será mais possível acumular aposentadoria e pensão por morte, por exemplo. Haverá redução de 50% no valor das pensões por morte e, a partir daí será acrescentado mais 10% por dependente, com o limite de cinco filhos beneficiados.

Afeta quem está na ativa - Eles querem que essas novas regras já valham para homens com menos de 50 anos e mulheres com menos de 45 anos. Os que tiverem acima desta idade entram numa regra de transição e poderão se aposentar pelas regras atuais, mas terá de contribuir com 50% a mais sobre o tempo que faltava para a aposentadoria.

Reforma trabalhista acaba com direitos históricos

O governo Temer pretende acabar com direitos históricos da classe trabalhadora, que hoje são Lei, garantidos na CLT.

Férias e jornada ameaçadas - Estão ameaçadas as férias de 30 dias, a jornada de trabalho de 8 horas diárias e 44 semanais, a Participação nos Lucros e Resultados (PLR) que poderá ser parcelada em quantas vezes quiserem os patrões e podem diminuir até o horário de refeição.

Trabalho temporário – O trabalho ficará ainda mais desregulamentado. O contrato de trabalho temporário passará a ter vigência de 4 meses e poderá ser prorrogado por igual período.

Terceirização precariza o trabalho

O projeto de lei da terceirização, o PL 4302, aprovado na Câmara Federal, impõe total superexploração à classe trabalhadora brasileira com a legalização da terceirização nas atividades fim. É o “liberou Geral” da precarização!

Não haverá geração de emprego. O que vai ocorrer, de fato, é uma onda de demissões de trabalhadores contratados pela CLT para posterior contratação terceirizada.

Na prática, significa trabalho com salários mais baixos, maior jornada, menos direitos trabalhistas e péssimas condições de trabalho e resultará também em maior número de acidentes, doenças (estresse, depressão, lesões por esforço repetitivo entre outros) e mais mortes por acidente de trabalho.

A greve é um direito fundamental assegurado pela Constituição Federal, garante Ministério Público.

O Ministério Público do Trabalho (MPT) divulgou uma nota assinada pelo procurador-geral do Trabalho, Ronaldo Fleury, na qual considera legítima a greve geral anunciada para esta sexta-feira. "A greve é um direito fundamental assegurado pela Constituição Federal", diz o comunicado.

A nota ressalta ainda "a legitimidade dos interesses que se pretende defender por meio da anunciada Greve Geral como movimento justo" e também reafirma a posição institucional do MPT "contra as medidas de retirada e enfraquecimento de direitos fundamentais dos trabalhadores contidas no Projeto de Lei que trata da denominada 'Reforma Trabalhista'".

O comunicado foi emitido no mesmo dia em que o presidente Michel Temer decidiu cortar o ponto dos servidores federais que aderirem ao movimento dessa sexta-feira. O prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), divulgou, também nesta quarta-feira, um vídeo dizendo que a greve não é justa: "só quem não quer trabalhar é que vai fazer greve", diz ele no pronunciamento.

Leia, na íntegra a nota do MPT.

"O MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO, considerando a Greve Geral anunciada para o dia 28.04.2017, vem a público:

I – DESTACAR que a Greve é um direito fundamental assegurado pela Constituição Federal, bem como por Tratados Internacionais de Direitos Humanos ratificados pelo Brasil, “competindo aos trabalhadores decidir sobre a oportunidade de exercê-lo e sobre os interesses que devam por meio dele defender” ( art. 9º da CF/88);

II – ENFATIZAR a legitimidade dos interesses que se pretende defender por meio da anunciada Greve Geral como movimento justo e adequado de resistência dos trabalhadores às reformas trabalhista e previdenciária, em trâmite açodado no Congresso Nacional, diante da ausência de consulta efetiva aos representantes dos trabalhadores (Convenção OIT n. 144);

III – REAFIRMAR a posição institucional do Ministério Público do Trabalho - MPT contra as medidas de retirada e enfraquecimento de direitos fundamentais dos trabalhadores contidas no Projeto de Lei que trata da denominada “Reforma Trabalhista”, que violam gravemente a Constituição Federal de 1988 e Convenções Fundamentais da Organização Internacional do Trabalho;

IV – RESSALTAR o compromisso institucional do MPT com a defesa dos Direitos Sociais e com a construção de uma sociedade livre, justa, solidária e menos desigual".


Contra a proposta de Reforma da Previdência
Contra a proposta de Reforma Trabalhista
Contra a proposta de Terceirização.





Greve Geral em favor do Brasil e não dos políticos.








A Casa Grande surta quando a Senzala entra em Greve.





BIO


Thiago Muniz é colunista do blog "O Contemporâneo", dos sites Panorama TricolorEliane de Lacerdablog do Drummond e Mundial News FM. Apaixonado por literatura e amante de Biografias. Caso queiram entrar em contato com ele, basta mandarem um e-mail para: thwrestler@gmail.com. Siga o perfil no Twitter em @thwrestler.



domingo, 23 de abril de 2017

Ogum: o senhor da coragem (Por Thiago Muniz)

Ogum é o Orixá da guerra, da demanda, da luta, da coragem, o protetor dos templos, das casas, dos caminhos.. Seus filhos são influenciados com todos esses característicos. Seu tipo é esguio e procura sempre estar bem fisicamente, por isso gosta de praticar o esporte. É agitado, impaciente e afoito. Tem decisões precipitadas.

Ogum precede os outros orixás, vindo logo após Exú, e recebe também parte dos sacrifícios dos outros orixás pois foi quem que forjou o obé (faca usada nos rituais para oferendas de sacrifícios).

Era um guerreiro que brigava sem cessar contra os reinos vizinhos. Dessas expedições, ele trazia sempre um rico espólio e numerosos escravos.

Guerreou contra a cidade de Ará e a destruiu. Saqueou e devastou muitos outros estados e apossou-se da cidade de Irê, matou o rei, aí instalou seu próprio filho no trono e regressou glorioso, usando ele mesmo o título de Oníìré, “Rei de Irê”. 

Inicia tudo sem se preocupar como vai terminar e nem quando. Por amar o desafio sempre está buscando uma tarefa considerada impossível. Como os soldados que conquistavam cidades e depois a largavam para seguir em novas conquistas, os filhos de Ogum perseguem tenazmente um objetivo, mas quando o atinge imediatamente o larga e parte em procura de outro. É insaciável em suas próprias conquistas.

Ogum é o filho mais velho de Odudua, o herói civilizador que fundou a cidade de Ifé. Quando Odudua esteve temporariamente cego, Ogum tornou-se seu regente em Ifé.

Ogum é um orixá importantíssimo em África e no Brasil. A sua origem, de acordo com a história, data de eras remotas. Ogum é o último imolé.

Os Igba Imolé eram os duzentos deuses da direita que foram destruídos por Olodumaré após terem agido mal. A Ogum, o único Igba Imolé que restou, coube conduzir os Irun Imole, os outros quatrocentos deuses da esquerda.

Foi Ogum quem ensinou aos homens como forjar o ferro e o aço. Ele tem um molho de sete instrumentos de ferro: alavanca, machado, pá, enxada, picareta, espada e faca, com as quais ajuda o homem a vencer a natureza.

Em todos os cantos da África negra Ogum é conhecido, pois soube conquistar cada espaço daquele continente com a sua bravura. Matou muita gente, mas matou a fome de muita gente, por isso antes de ser temido Ogum é amado.

Espada! Eis o braço de Ogum.

Características dos filhos do orixá Ogum

Os filhos de Ogum são o tipo das pessoas fortes, aguerridas e impulsivas, incapazes de perdoar as ofensas de que foram vítimas.Das pessoas que perseguem energicamente seus objetivos e não se desencorajam facilmente. Daquelas que, nos momentos difíceis, triunfam onde qualquer outro teria abandonado o combate e perdido toda a esperança. Das que possuem humor mutável, passando de furiosos acessos de raiva ao mais tranqüilo dos comportamentos.

São do tipo de pessoas impetuosas e arrogantes, mas que devido à sinceridade e franqueza de suas intenções, tornam-se difíceis de serem odiadas.

Uma marca muito forte de sua personalidade é tornar-se violento repentinamente. Seu gênio é muito forte. Não admite a injustiça e costuma proteger os mais fracos, assumindo integralmente a situação daquele que quer proteger. Leal e correto é um líder. Sabe mandar sem nenhum constrangimento e ao mesmo tempo sabe ser mandado, desde que não seja desrespeitado. Adapta-se facilmente em qualquer lugar. Come para viver, não fazendo questão da qualidade ou paladar da comida. As armas de fogo, facas, espadas e das coisas eitas em ferro ou latão fazem o gosto dos filhos do Ogum, talvez por ele ser o Orixá do Ferro e do Fogo.

É franco, muitas vezes até com assustadora agressividade. Não faz rodeio para dizer as coisas. Não admite a fraqueza, falsidade e a falta de garra. O difícil é a sua maior tentação.

Seu temperamento rebelde o torna desde a infância uma pessoa de difícil trato. Como não depende de ninguém para vencer suas dificuldades, com o crescimento vai se libertando e se acomodando às suas necessidades. A medida que seu gênio impulsivo cede lugar ao equilibro a sua vida fica bem mais fácil. Quando ele consegue esperar ao menos 24 hs. para decidir uma situação qualquer muitos revezes seriam evitados, muito embora, por mais incrível que pareça, são calculistas e estrategistas. Contar até 10 antes de deixar explodir sua zanga, também lhe evitaria muitos remorsos. Seu maior defeito é o gênio impulsivo e sua maior qualidade é que sempre, seja pelo caminho que for, será sempre um vencedor.

Dias, cores, comidas e saudações a Ogum

  • Dia da semana consagrado a Ogum: Terça-feira
  • Cores: azul escuro, azul marinho, azul cobalto, verde;
  • Símbolo: idá (espada de ferro);
  • Contas: azul escuro, verde;
  • Oferendas: bodes e galos, inhame, feijoada, cerveja branca.
  • Saudação: “Ogunhê!”
  • Ervas: Aroeira, Pata de Vaca, Carqueja, Losna, Comigo Ninguém Pode, Folhas de Romã, Espada de S. Jorge, Flecha de Ogum, Cinco Folhas, Macaé, Folhas de Jurubeba.


















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Thiago Muniz é colunista do blog "O Contemporâneo", dos sites Panorama TricolorEliane de Lacerdablog do Drummond e Mundial News FM. Apaixonado por literatura e amante de Biografias. Caso queiram entrar em contato com ele, basta mandarem um e-mail para: thwrestler@gmail.com. Siga o perfil no Twitter em @thwrestler.



segunda-feira, 10 de abril de 2017

A transformação humana através de Nitiren Daishonin (Por Thiago Muniz)

Vivemos num mundo cada vez mais hostil e inóspito, onde a ganância e o egoísmo tomam conta de nossas vidas cada vez mais. Para isso, precisamos nos fortalecer mentalmente e internamente para suportar os desafios do dia a dia com muito foco e determinação.

Foi quando encontrei o Budismo de Nitiren Daishonin, onde preza pela transformação humana. O foco passa a ser em si, em acreditar no seu próprio potencial, a fé nas pessoas.

A fé está no crescimento individual e não em forças ocultas e/ou invisíveis, como outras religiões pregam (total respeito as outras religiões, fique bem claro!).

O Budismo de Nitiren Daishonin fundamenta-se na afirmação de que todas as pessoas têm o potencial de atingir a iluminação. Esta idéia é a epítome do Budismo Mahayana, uma das duas principais divisões do Budismo. Surgiu na Índia após a morte de Sakyamuni, através de um movimento de popularização dos ensinos do Buda. Seus discípulos não se isolaram da sociedade como alguns grupos budistas anteriores. Ao invés disso, lutaram para a propagação em meio ao povo e para auxiliar as outras pessoas no caminho da iluminação. Portanto, Mahayana é caracterizado pelo espírito de benevolência e altruísmo.

Nitiren Daishonin definiu a lei universal como Nam-myoho-rengue-kyo, uma fórmula que representa o fundamento do Sutra de Lótus e é conhecida como Daimoku. Além disso, ele deu concreção à lei, inscrevendo-a num pergaminho - Gohonzon - para que as pessoas pudessem colocar a essência da sabedoria budista em prática e desta forma atingir a iluminação. No tratado intitulado "O Verdadeiro Objeto de Adoração", ele concluiu que crendo e orando Nam-myoho-rengue-kyo ao Gohonzon, que é a cristalização da lei universal, revelar-se-á a natureza de Buda inerente em todos os indivíduos.

Todos os fenômenos estão sob a infalível lei de causa e efeito. Conseqüentemente, o estado de vida de um ser - seu destino, em outras palavras é a consequência de todas as causas prévias. Através da oração do Nam-myoho-rengue-kyo, a pessoa está criando a causa suprema, que pode compensar os efeitos negativos do passado.

A iluminação não é mística nem transcendental como muitos supõem. Antes, é uma condição de máxima sabedoria, vitalidade e boa sorte, na qual o indivíduo pode moldar o seu próprio destino, encontrando plenitude nas atividades diárias e entendendo a missão de sua vida.

Quando sua determinação muda, tudo o mais começa a se mover em direção ao seu desejo. No momento em que você resolve ser vitorioso(a), cada nervo e cada fibra de seu corpo começam imediatamente a orientar-se, eles próprios, em direção ao seu sucesso. Por outro lado, se você pensa que " isto nunca vai acontecer," neste mesmo momento, cada célula de seu corpo será deflacionada e parará de lutar. Então, tudo se moverá em direção ao fracasso.

Qualquer pessoa que tenha feito alguma vez uma determinação, descobre que com o tempo a força daquela resolução desaparece. No momento em que você sentir isso é quando você deve 'refrescar' aquela determinação. Diga a si próprio: "O.K! vou começar de novo!" Se acontecer novamente mais sete vezes, tente a oitava. Nunca desista quando sentir-se desencorajado - apenas renove sua determinação a cada vez que isto aconteça.

Enfim, este foi um pouco da doutrina sobre o Budismo de Nitiren Daishonin. 

Segue o link da BSGI, organização que administra e propaga a doutrina pelo Brasil. 

Espero que tenha curiosidade.


















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A derradeira fábrica armamentista assola o mundo (Por Thiago Muniz)

A derradeira fábrica armamentista assola o mundo.

A indústria bélica, armamentista ou militar é o comércio e a indústria global que fabrica e vende armas e munições, equipamentos e tecnologia militar. Compreende barneey governamental ou privada envolvida na pesquisa, desenvolvimento, produção e serviços de materiais, equipamentos e instalações militares. As empresas produtoras de armas produzem os mais diversos tipos de armas principalmente para as forças armadas de quase todas as nações. Departamentos governamentais também estão envolvidos na indústria armamentista, comprando e vendendo armas, munições e outros artigos militares. Armas de fogo, mísseis, aeronaves, veículos e embarcações militares, entre outros, são os subprodutos da indústria bélica. Tem um papel significativo no próprio desenvolvimento da ciência e da tecnologia, principalmente em tempos de guerras.

O mundo gasta US$ 1,7 trilhão com forças armadas, com 840 milhões de pessoas que passam fome. 

Por que esse dinheiro não tem outro destino?

A capacidade de mobilização militar de um país depende em grande medida da capacidade instalada previamente. Mesmo quando não confrontado por uma ameaça real iminente, os Estados destinam parte de seus recursos para o recrutamento e remuneração de pessoal militar e civil envolvido nas áreas de defesa em tempos de paz.

O mesmo acontece com material bélico, que necessita de aquisição, manutenção e uso regular em treinamento. Além da preparação prévia para um eventual conflito, os Estados também demonstram poder internacionalmente ao manter forças treinadas e equipadas. Eles fazem isso com a intenção de dissuadir possíveis inimigos da ideia de resolver um contencioso por meio do uso da força.

De acordo com o Instituto Internacional de Pesquisa da Paz de Estocolmo, Suécia (Sipri, na sigla em inglês), sete das dez maiores corporações do setor de defesa ficam nos Estados Unidos – onde se beneficiam também do comércio doméstico devido a uma legislação pouco rigorosa e à falta de políticas de controle de armas. A forte pressão política exercida por entidades de extrema-direita, como a Associação Nacional do Rifle (NRA, na sigla em inglês), contamina as poucas iniciativas de se debater o assunto. Mais influente instituição pró-armas estadunidense, a NRA gasta fortunas em lobby sobre políticos e com uma propaganda paranoica contra o desarmamento.

Nessa relação intricada entre políticos, militares e indústria, o próprio Estado pode atuar ativamente em prol dos interesses da indústria bélica. Contratos internacionais de venda, mesmo sendo negócios particulares das corporações de defesa, só podem ser firmados em nível governamental. Ou seja, para fazer uma venda a um país comprador, a empresa precisa de autorização e assinatura de um representante do governo de sua matriz. Não por acaso, os contratos militares recebem tratamento de “segredo de segurança nacional”.

Um dos casos mais notórios de corrupção no comércio global de armamentos foi o dos acordos de Al Yamamah. Avaliado em 40 bilhões de libras (cerca de ­R$ 160 bilhões), o contrato de 20 anos formalizado pelo governo do Reino Unido (liderado então por Margaret Thatcher) e Arábia Saudita em meados da década de 1980 envolveu a troca direta de aviões militares fabricados pela British Aerospace por petróleo saudita. Quase duas décadas depois, investigações independentes revelaram que no contrato a empresa pagou até 120 milhões de libras (aproximadamente R$ 480 milhões) em propina para dirigentes sauditas. A denúncia foi arquivada, já sob o governo Tony Blair (1997-2007), sob alegação de que poderia levar à “destruição completa de uma relação estratégica vital e à perda de milhares de empregos britânicos”.

Outra forma de corrupção está impregnada na estreita relação entre o comércio formal e o mercado negro, onde os negócios são construídos por intermediários – entre agentes, revendedores e traficantes, como o ex-empresário russo Viktor Bout. Popularizado pela mídia ocidental como o “senhor das armas”, esse ex-oficial da força aérea soviética fundou companhias de carga aérea que prestaram serviços de transporte, de alimentos a armas, para diversos clientes, do grupo extremista Taleban a forças de paz das Nações Unidas e tropas dos Estados Unidos.

Na tentativa de prevenir e erradicar o comércio ilícito, as Nações Unidas e organizações de diretos humanos aguardam a entrada em vigor do chamado Tratado do Comércio de Armas Convencionais (TCA). Primeiro instrumento jurídico internacional para regular o comércio global bélico, o tratado foi aprovado pela Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) em abril de 2013 e aguarda a ratificação por 50 países para entrar em vigor. Embora muitas nações, entre as quais o Brasil, se comprometam a ratificá-lo, até outubro somente sete países o fizeram (Antígua e Barbuda, Costa Rica, Guiana, Islândia, Itália, México e Nigéria).

Muitos países industrializados possuem sua própria indústria doméstica de armas, projetada para atender a demanda das forças militares locais. Outras nações também têm um comércio legal ou ilegal substancial de armas para uso de seus cidadãos. Outro importante segmento da indústria é o comércio ilegal de armas de pequeno porte, que está presente em muitos países e regiões afetadas pela instabilidade política. Uma grande parte do problema do comércio ilegal está no excedente dos contingentes militares. A maioria dos países, ao invés de destruir as armas antigas ou os excedentes, geralmente acabam por vender seus estoques. Entre os únicos estados que têm uma política de destruir seus excedentes ou ainda as armas apreendidas são Nigéria, Letônia e África do Sul.

Em muitas nações, o suprimento armamentista é garantido pelo governo, ganhando grande importância política. A ligação entre política e a indústria bélica resulta no complexo militar-industrial, termo cunhado pelo ex-presidente americano Dwight D. Eisenhower, onde as forças armadas, o comércio e a política mantêm estreitas relações.





















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quarta-feira, 5 de abril de 2017

Sobre Cenas do Centro do Rio, de Paulo-Roberto Andel (Por Thiago Muniz)

"Cenas do Centro do Rio: crônica, poesia, ficção e realidade num pocket book que atravessa o coração da cidade maravilhosa, desde os anos 1950 até hoje." (Paulo-Roberto Andel)

Se você é um apaixonado pelo Rio de Janeiro, mais especificamente pelo Centro e bairros adjacentes, você não pode deixar de ler "Cenas do Centro do Rio", do meu guru Paulo-Roberto Andel.

O livro contém uma breve mini auto biografia do autor, principalmente a partir de sua migração de Copacabana para o Centro, próxima a praça da Cruz Vermelha; histórias hilárias com seus amigos de longa data; roteiros culturais imperdíveis; dicas gastronômicas, literárias e musicais belíssimas, com justíssimas saudações a anônimos ilustríssimos.

As crônicas estão bem montadas que o leitor consegue enxergar como uma cena de filme, quase um roteiro milimetricamente escrito.

Um Pocket book que você consegue ler em 1 dia, mas faz com que aguce a sua curiosidade em conhecer locais do Centro com uma pluralidade imensa. Após a leitura do livro, recomendo agendar uma caminhada pelo Centro, uma coisa posso te garantir, não se arrependerás.

Não é simplesmente um livro, é um manual com uma riqueza de detalhes sobre como conhecer o Centro da Cidade de raiz.

Como diz o jornalista Luiz Paulo Silva, "O passado e o presente nas cenas do Centro do Rio."

Eu recomendo. Adquire e Boa leitura!



Noite de autógrafos e bom papo na famosa Casa Vieira Souto.
Foto: Silvio Almeida.

































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segunda-feira, 3 de abril de 2017

Vem aí Geek & Game Rio Festival 2017 (Por Thiago Muniz)

Você sabe o que é Geek?

Geek é uma gíria da língua inglesa cujo significado é alguém viciado em tecnologia, em computadores e internet.

O conceito de geek é algo semelhante ao conceito de nerd: aquele que tem um profundo interesse por assuntos científicos e tecnológicos, gosta de estudar, é muito inteligente, pouco sociável e não se importa com a aparência pessoal.

A subcultura geek se caracteriza como um estilo de vida, no qual os indivíduos se interessam por tudo que está relacionado a tecnologia e eletrônica, gostam de filmes de ficção científica (Star Wars, Star Trek e outros), são fanáticos por jogos eletrônicos e jogos de tabuleiro, sabem desenvolver softwares em várias linguagens de programação e, na escola, se destacam dos outros colegas pelos conhecimentos demonstrados.

A diferença apontada entre nerd e geek é a aceitação social e as conotações positivas atribuídas aos geeks, pessoas com atitudes “peculiares”, atraídas por todas as novidades no mundo da tecnologia e apaixonadas pelo que fazem.

Originalmente, pelos anos 1870, os geeks eram conhecidos como “bobos”e “idiotas”, pois eram os artistas de rua que praticavam atos bizarros em suas apresentações, por exemplo: comiam vidros ou arrancavam a cabeça de uma galinha com os dentes. Com a popularização da internet nos anos 1990, o termo adquiriu conotações positivas, definindo um novo estilo de vida no qual os indivíduos se identificam e se sentem mais confortáveis.

E agora? Você se identifica como uma pessoa Geek? E quando junta o público Geek com o público Gamer?

Até então inédito no Brasil, o Geek & Game Rio Festival foi criado para juntar tanto o público considerado 'Geek" quanto o público considerado "Gamer".

Pela primeira vez, o público vai ter uma programação completa que inclui: arena gamer, palco cosplay, convidados nacionais e internacionais de literatura, séries de TV e cinema, expositores, foodtrucks e a ‘Artway’, área que irá reunir quadrinistas, ilustradores e escritores independentes.

O Riocentro será o centro do evento, no pavilhão 4, será nos dias 21 a 23 de abril.

O Geek & Game Rio Festival 2017 será realizado pela Fagga | GL events Exhibitions, referência em promoção e organização de feiras e eventos no Brasil, e pela Supernova, que transmite e organiza torneios online e presenciais.

Siga a Programação Completa.

Não perca esta oportunidade.

Geek & Game Rio Festival 2017
Data: 21 a 23 de abril de 2017
Local: Pavilhão 4 do Riocentro
Endereço: Av. Salvador Allende, 6555 – Barra da Tijuca, Rio de Janeiro.









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sexta-feira, 31 de março de 2017

Inri Cristo deseja concorrer a presidência em 2018 (Por Thiago Muniz)

Quando chega mais próximo das eleições, sempre surge especulações em possíveis candidatos, uma verdadeiras outras falsas. No Brasil isso não é diferente ainda mais com a mídia megalomaníaca oligárquica brasiliana como a nossa.

Já colocam Lula, Bolsonaro e Dória como pré-candidatos. Recentemente o apresentador Luciano Huck levantou o desejo de também se candidatar. É possível de Marina Silva aparecer como candidata.

Com exclusividade O Contemporâneo através do colunista Thiago Muniz conseguiu conversar com o multimídia Inri Cristo, que falou sobre política, corrupção e futuro do Brasil. Também manifestou o desejo de se candidatar a presidência em 2018.

Devido a sua agenda apertada, Inri Cristo nos concedeu a entrevista via fax, pois via Correios não foi permitido por não cobrir a área residencial dele.

Siga a entrevista.

O CONTEMPORÂNEO: Inri Cristo, primeiramente é um prazer conversar com o senhor, gostaria de saber o que te aflige hoje?

INRI CRISTO: O prazer é todo meu. O que me aflige hoje é a ambição desacerbada da elite dominante no Brasil. Nunca olham o próximo, isto me perturba diariamente.

O CONTEMPORÂNEO: O que o senhor acha da política brasileira?

INRI CRISTO: Acho um tremendo egoísmo a política brasileira. Legislam para causas próprias, nunca de acordo com os interesses do povo.

O CONTEMPORÂNEO: E o que tez se interessar pela política?

INRI CRISTO: Primeiramente recebi a missão do meu pai de proteger o meu povo e a minha nação. Conversei com ele na margem do Rio Jordão e ele me incumbiu desta missão para com a minha nação.

O CONTEMPORÂNEO: Você mira algum cargo em específico?

INRI CRISTO: Estou cada vez mais certo de concorrer a presidência em 2018.

O CONTEMPORÂNEO: Há algum partido que o senhor conversa?

INRI CRISTO: O diabo agiu primeiro e enviou o PMDB e o DEM, que me enviaram convites de filiação, mas as conversas não evoluíram em nome de meu pai maior. Eu pensei em fundar um partido próprio, mas não daria tempo hábil de disputar em 2018. Estou conversando com outros partidos, mas no momento não quero divulgá-los.

O CONTEMPORÂNEO: Sei que o senhor é muito ocupado com a sua rotina intensa, ser presidente da República não atrapalharia as suas atividades?

INRI CRISTO: Nem um pouco, conseguirei manter as minhas atividades relacionada a presidência pois sou o filho de meu Pai maior. Ele me guiará pelos caminhos.

O CONTEMPORÂNEO: Quer deixar um recado para a nação?

INRI CRISTO: Sim, eu gostaria de citar uma frase de Martin Luther King: "O que me preocupa não é nem o grito dos corruptos, dos violentos, dos desonestos, dos sem caráter, dos sem ética… O que me preocupa é o silêncio dos bons”. Desejo muita saúde e honestidade para o Brasil. Confiem em mim. Eu sou o escolhido, o emissário do PAI, aquele que mudará os rumos da nação.







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PS: Este é um conteúdo 100% fictício, de inteira responsabilidade do autor.


quarta-feira, 29 de março de 2017

Paneleiros, onde estão? (Por Thiago Muniz)

"O povo assistiu àquilo bestializado" (artigo de Aristides Lobo, publicado no Rio de Janeiro, em 1889, no dia da Proclamação da República).

Esse texto é para você, Paneleiro; que se vislumbra em ter apoiado o impeachment da presidente Dilma, sinta-se envergonhado pois você não representa o país em que vive.

Bater panelas é válido, desde que as pessoas tenham consciência da luta que estão travando. As panelas de 2016 foi ao contrário disso.

As panelas foram batidas em favor de suas classes, olharam para os próprios umbigos sim. Não tiveram uma visão macro do estrago que estavam perpetuando para a nação.

E agora com as Reformas Trabalhistas e Previdenciárias próximas a aleijarem o país, os paneleiros ficam calados?

Sociedade paneleira vive de conveniências, nunca se arriscou para nenhuma melhoria de nosso país, sempre em suas zonas de conforto.

Sociedade paneleira que ajudou a derrubar a primeira mulher eleita democraticamente no Brasil, e ajudou a derrubar por puro preconceito. Pedalada fiscal? Nem sabem o que seja isso, só se preocuparam em abraçar um motivo e gritaram abruptamente como ogros. Talvez nem os ogros gritassem tanto como os paneleiros.

Agora, porém, ficou claro que a gritaria da elite, da grande imprensa e de partidos políticos oposicionistas contra os governos do PT, sob alegação de que aquele comportamento era “combate à corrupção”, nunca passou de charlatanismo.

Desde a madrugada de segunda-feira 23 de maio de 2016, os fatos desmascararam hipócritas que, ao longo de uma trinca de anos, com suas manifestações desavergonhadas vinham vendendo a teoria de que não toleravam nenhum tipo de corrupção. Balela. Não toleram corrupção – ou suposta corrupção – dos outros, mas amam a dos amigos, sócios, parentes, aliados ou mesmo dos políticos que vociferam “ideias” e “ideais” com os quais concordam

O fato é que, com liberdade de informação e opinião, é muito difícil, se não impossível, sustentar a versão de que um golpe não é golpe.

Não foi só o golpe que foi desmascarado, foram desmascarados os grupos que pregaram o impeachment e, assim, foram cúmplices de um crime. E você paneleiro golpista está dentro dele, por mais que negue sob tortura, você fez parte dele.

Paneleiros, onde estão?















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Thiago Muniz é colunista do blog "O Contemporâneo", dos sites Panorama TricolorEliane de Lacerdablog do Drummond e Mundial News FM. Apaixonado por literatura e amante de Biografias. Caso queiram entrar em contato com ele, basta mandarem um e-mail para: thwrestler@gmail.com. Siga o perfil no Twitter em @thwrestler.



quinta-feira, 23 de março de 2017

Terceirização: Adeus CLT (Por Thiago Muniz)

"A mãe dos pecados capitais é a vaidade. "
(Mano Brown)

Se você nos dias de hoje está empregado de carteira assinada dentro de uma empresa que paga o seu salário em dia, sinta-se um privilegiado, pois isso vai acabar em breve.

A Câmara dos Deputados aprovou, na noite desta quarta (22), o projeto que permite terceirizar todas as atividades de uma empresa. O projeto aprovado levará a um comprometimento significativo dos direitos trabalhistas, com perda de massa salarial e de segurança para o trabalhador. Situações que hoje oprimem certas categorias podem ser universalizadas e o Judiciário não terá condições de processar e julgar todas as ações trabalhistas.

No setor público, a terceirização das atividades-fins permitirá que milhares de prefeitos, vereadores e empresas públicas dispensem a realização de concursos públicos e passem a contratar firmas terceiras para prestar serviços ao “poder público”. Ou seja, a aprovação da terceirização na Câmara dos Deputados como querem Maia e Temer vai instalar a festa dos amigos, apaniguados e comparsas do “governante de plantão”, aumentando em muito a corrupção no Brasil. Imagina a quantidade de vereadores e amigos de prefeitos que vão montar uma firma para fornecer serviços e mão-de-obra para as prefeituras. A terceirização sem limites vai, ainda, precarizar o atendimento à população usuária do serviço público.

No setor privado significa o fim de direitos às férias, décimo terceiro, descanso semanal remunerado, aposentadoria e diversas conquistas da Convenção ou Acordo Coletivo. Além disso, esses trabalhadores teriam sua capacidade de organização sindical esvaziada completamente, além do aumento significativo da rotatividade no emprego, da maior exposição a riscos de acidentes e mortes no trabalho.

Esta notícia é para você, caro amigo trabalhador, cara amiga trabalhadora, que abraçou patos amarelos vestindo a camisa da CBF, chamando-os de amigos, e acreditou no conto de que basta derrubar uma péssima presidente e um governo incompetente para o Brasil virar um lugar com rios de onde fluem leite e mel, cheio de unicórnios fofinhos e potes de ouro no final de arco-íris.

Mas também é para você, caro amigo trabalhador, cara amiga trabalhadora, que fica sonhando apenas em devolver seu grande líder ao Palácio do Planalto em 2018 e se esquece que, até lá, os direitos trabalhistas serão uma vaga lembrança.

Um tempo atrás, durante um rega-bofe com a nata do empresariado, em São Paulo, o ministro-chefe da Casa Civil Eliseu Padilha foi ovacionado ao defender que o país precisa "caminhar no rumo da terceirização", mostrando como o governo aprovaria a lei no Congresso.

Pergunta: Por que os empresários bateram palmas? Porque poderão economizar demitindo empregados contratados conforme regime CLT e terceirizar, seja com profissionais que possuem suas próprias empresas individuais e não contam com os mesmos direitos, apesar de baterem ponto todos os dias (os chamados PJs), seja com cooperativas ou empresas menores que, não raro, contratam trabalhadores de forma precária e sem os mesmos direitos.

Mas tudo bem! O importante é que, agora, ninguém segura esse Brasil, não é mesmo? Afinal de contas, todos têm que dar o seu quinhão de sacrifício em nome do crescimento do país e você está preparado para abrir mão da dignidade (conquistada com base em sangue e lágrimas por gerações antes de você) para que setores do empresariado nacional e internacional não precisem passar por atrocidades como taxação de seus lucros e dividendos. Pois você é do tipo que concorda que primeiro temos que fazer o bolo crescer para depois dividi-lo.

Mas, olha, sugiro que pegue uma senha. Porque tem trabalhador que deu o lombo para a última ditadura promover seu "milagre econômico" e está na fila até hoje pelo seu pedaço. Só que, até agora, recebeu migalhas.

O Congresso Nacional deveria debater como garantir aos trabalhadores já terceirizados os mesmos direitos e condições estabelecidas aos trabalhadores diretamente contratados. Ao contrário, querem é generalizar a precarização para todo o povo brasileiro. Ao invés de vedar a prática da locação, o projeto legaliza as práticas fraudulentas de contratação, para garantir segurança jurídica para as empresas e governos transferir responsabilidades legais, aumentar a precarização e violar os princípios constitucionais da dignidade da pessoa humana, da valorização social do trabalho e do não retrocesso social.

O avanço da terceirização trará, também, consequências graves para a economia brasileira como aumento do desemprego, redução da massa salarial e do consumo, redução da arrecadação do tesouro e demais fundos públicos, aumento das desigualdades sociais e barbarização das relações trabalho. Ao contrário do que alardeia a mídia, a terceirização gera desemprego, pois o trabalhador terceirizado trabalha mais horas que um funcionário direto. Por outro lado, uma empresa não vai contratar um funcionário para trabalhar o mês inteiro se puder “contratar” como pessoa jurídica (PJ) alguém que só vai trabalhar nos momentos de pico.

No médio prazo, isso tende a rebaixar salários médios em todos os setores. Estudo do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) apontou que, em média um trabalhador terceirizado trabalha três horas a mais por semana e ganha 27% menos que um empregado direto.

Enfim, nada disso importa.

O que importa é vocês seguirem direitinho a frase de Michel Temer: "Não fale em crise, trabalhe".
































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Thiago Muniz é colunista do blog "O Contemporâneo", dos sites Panorama TricolorEliane de Lacerdablog do Drummond e Mundial News FM. Apaixonado por literatura e amante de Biografias. Caso queiram entrar em contato com ele, basta mandarem um e-mail para: thwrestler@gmail.com. Siga o perfil no Twitter em @thwrestler.




domingo, 19 de março de 2017

Jornal O Dia, ¿Por qué no te callas? (Por Thiago Muniz)

"O que está acontecendo no Brasil pode culminar no triunfo da aliança entre setores do judiciário e empresas religiosas neo pentecostais que nos levarão, se o projeto dessa turma funcionar, a um contexto em que os três poderes estarão articulados para colocar em prática o projeto do "Brasil, pátria do evangelho"; que mais se parecerá uma cleptocracia cruzadística..."
(Luiz Antônio Simas)

O jornalista Caio Barbosa foi demitido do jornal O Dia por exigência do prefeito do Rio, bispo Marcelo Crivella, feita diretamente ao dono do jornal.

A exigência de demissão foi feita após o jornalista publicar matéria denunciando a situação dos postos de saúde do município frente à campanha contra a febre amarela.

Ao perseguir jornalistas, o bispo Crivella revela sua intolerância à crítica e sua incapacidade de se relacionar com a liberdade de imprensa.

A liberdade de imprensa nesta colõnia chamada Brasil são só para a grande mídia oligárquica, que mandam e desmandam na sociedade. Democratização e independência são cerceadas e vão agonizando.

Temos que nos mobilizar urgentemente para produzir uma vacina contra o arbítrio do poder político em nosso país, democratizando os meios de comunicação.

O colega Caio Barbosa, um dos últimos repórteres de verdade das arrasadas redações cariocas e autor da coluna de bares do jornal, que ultimamente vinha me servindo de inspiração, referência e motivo de orgulho, foi demitido do jornal, a pedido do prefeito da cidade. O motivo, ter escrito uma matéria em que expunha, com sobriedade e imparcialidade, o medo da população com relação à febre amarela. Mas o bispo não gostou... Lamentar a covardia do "empresário dono de jornal" que acatou o pedido é chover no molhado. Absolutamente revoltante, contudo, é constatar que esse "prefeito" revela-se um homem público de estatura tão baixa que nem nos nossos piores pesadelos poderíamos prever. Com esse bispo sentado no Piranhão, os próximos quatro anos na nossa cidade vão ser de coroar o capeta.

A gente sabe que a mídia corporativa sempre precisou rezar a cartilha do poder público e que, no caso da grande emissora, ela é o quarto poder, mas eles perderam completamente a inibição. Não é mais segredo pra ninguém. Cuidar das pessoas é o cacete.

Lamentável. Não é a primeira e nem será a última. É assim em todos os setores profissionais. O beneficiado hoje será o esquecido de amanhã. É uma roda. Seguir no caminho correto é fundamental e através das pequenas coisas ir tentando mudar o que está por aí. Nunca foi e nem será fácil. São mais derrotas que vitórias. Importante é saber que todas conquistas são fundamentais e que nenhuma derrota deve tirar sua vontade de querer mais e mais. Se for para perder que seja lutando, não desistindo e mesmo caindo ter força para levantar e enfrentar novamente. Tenho certeza que quem sigo e acredito não vai desistir NUNCA.

Jornal O Dia, ¿Por qué no te callas?















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Thiago Muniz é colunista do blog "O Contemporâneo", dos sites Panorama TricolorEliane de Lacerdablog do Drummond e Mundial News FM. Apaixonado por literatura e amante de Biografias. Caso queiram entrar em contato com ele, basta mandarem um e-mail para: thwrestler@gmail.com. Siga o perfil no Twitter em @thwrestler.